Introdução
Este site foi criado para informar os leitores sobre os riscos que vêm com o uso do tabaco. Mesmo que não se perceba, ao fumar, estão a ser libertadas altas quantidades de componentes nocivos, principalmente a nicotina, que deterioram a saúde do fumador e todos ao seu redor lentamente, podendo não se aperceber de nada até acontecer algo grave, como um AVC. estes problemas podem não ser associados ao uso do tabaco, mas o tabaco pode ajudar a causá-los. Fumar é um grande perigo para a saúde de qualquer pessoa e deve ser evitado a todos os custos.
Relação entre o tabagismo e o exercício físico

O tabagismo e o exercício físico estão ligados de algumas maneiras. Por um lado, o exercício é reconhecido pelos seus inúmeros benefícios para o corpo e mente, mas por outro, o tabaco prejudica várias funções essenciais do organismo, o que pode comprometer esses benefícios.
O tabagismo é um dos principais fatores de risco para doenças crónicas, como problemas cardiovasculares, doenças respiratórias e alguns tipos de cancro. Estudos realizados em Portugal mostram que os fumadores tendem a envelhecer mais rapidamente a nível cardiovascular, apresentando um coração com características de pessoas mais velhas, mesmo em idades jovens. Isto acontece devido a danos a nível celular e processos inflamatórios causados pela exposição ao fumo do tabaco.
Já o exercício físico regular contribui para a melhoria da saúde geral, ajudando a fortalecer o sistema cardiovascular, aumentar a resistência muscular e melhorar o bem-estar psicológico. Para quem deixou de fumar, a prática de exercício pode ser uma aliada importante na recuperação pulmonar, na redução do risco de doenças e até no controlo do peso, que muitas vezes tende a aumentar após abandonar o tabaco.
No entanto, é importante perceber que o exercício, embora muito benéfico, não consegue anular completamente os efeitos nocivos do tabagismo. Mesmo depois de deixar de fumar, algumas alterações no sistema imunitário e outras funções do corpo podem manter-se por algum tempo, o que pode afetar a saúde geral. Além disso, quem fuma regularmente pode ter uma capacidade reduzida para a prática desportiva, devido ao aumento da frequência cardíaca e pressão arterial durante o esforço físico.
Em suma, combinar tabagismo com falta de exercício é uma combinação prejudicial. Parar de fumar e adotar um estilo de vida ativo são passos essenciais para melhorar a saúde e prevenir doenças. Embora o exercício não consiga reverter todos os danos causados pelo tabaco, é fundamental para a recuperação e manutenção do bem-estar.
Para quem pensa em deixar de fumar, o ideal é procurar apoio especializado e incluir a atividade física na rotina diária. Cada mudança para hábitos mais saudáveis representa um investimento importante na qualidade de vida a longo prazo, já que fumar é uma das coisas que mais se deve evitar.
Órgãos / Capacidades | Possíveis malefícios |
|---|---|
Pulmões | Diminui a capacidade pulmonar, causando falta de ar e dificuldade em respirar durante o esforço físico, diminuindo o quanto uma pessoa pode correr antes de ficar exausta. |
Coração | Aumenta a frequência cardíaca e pressão arterial, dificultando a prática de exercício e aumentando o risco cardiovascular, fazendo que corridas longas ou exercício físico intenso seja mais arriscado, já que a frequência cardíaca aumentada pode causar um ataque cardíaco |
Resistência Física | Reduz a resistência, o que provoca uma fadiga precoce e, consequentemente, menor desempenho físico. |
Recuperação Muscular | Retarda a recuperação muscular e aumenta a sensação de cansaço após o exercício, O que, em certos cenários, como ir a correr para o trabalho depois de ter acordado mais tarde em algo que antes não tão mau, a algo que pode diminuir em grandes quantidades a eficiência no trabalho. |
Risco de lesões | Aumenta o risco de lesões devido à menor capacidade do corpo para reparar tecidos por causa dos componentes químicos nocivos do tabaco. |
Peso corporal | Pode alterar o metabolismo, o que dificulta a perda de peso, já que menor o metabolismo desacelera a velocidade a que os processos relacionados com fatores que ajudam-nos a perder peso. |
Saúde mental e motivação | Pode causar uma grande perda de motivação e mais cansaço, o que reduz a vontade de praticar exercício, e mesmo que a pessoa ainda tenha a vontade do mesmo, a falta de motivação pode fazer ela perder essa vontade. |
Sistema Imunitário | Enfraquece as defesas do organismo, o que faz que a vulnerabilidade contra
doenças e inflamações aumente.
|
Há diferenças entre o tabaco e o Vape (Cigarro Eletrónico)?


O tabaco tradicional e os cigarros eletrónicos são formas diferentes de consumir nicotina, que funcionam de maneiras distintas e têm efeitos variados na saúde e no ambiente. Quando fumas um cigarro de tabaco, estás a queimar as folhas secas da planta. Essa queima produz uma grande quantidade de fumo cheio de substâncias tóxicas, como alcatrão e monóxido de carbono, que são prejudiciais para os pulmões e o corpo em geral. Este fumo é responsável por doenças graves, como cancro do pulmão, enfisema, bronquite crónica e problemas cardiovasculares. Além disso, fumar cria uma dependência forte devido à nicotina, que é viciante. Por outro lado, o cigarro eletrónico não queima nada, mas vaporiza um líquido que pode conter nicotina, propilenoglicol, que é um composto químico orgânico, classificado como um álcool diol glicerina vegetal e aromatizantes. O que se inala é vapor e não fumo, o que reduz a exposição a muitas substâncias nocivas presentes no tabaco tradicional. Apesar de não ser totalmente inofensivo, porque o vapor pode conter irritantes e a nicotina continua a causar dependência, a maioria dos especialistas concorda que os cigarros eletrónicos são menos prejudiciais. Ainda assim, os efeitos a longo prazo ainda estão a ser estudados, por isso não se pode afirmar que sejam completamente seguros. A dependência da nicotina também é diferente entre os dois. No tabaco tradicional, a quantidade de nicotina é fixa e geralmente elevada, e fumar envolve hábitos físicos e sociais que tornam o vício mais difícil de superar. Nos cigarros eletrónicos, o utilizador pode escolher líquidos com várias concentrações de nicotina, o que ajuda a diminuir o consumo aos poucos e pode facilitar deixar a dependência. Por isso, muitas pessoas usam os cigarros eletrónicos como uma forma de deixar de fumar tabaco, embora seja importante que essa mudança seja acompanhada por aconselhamento. O impacto ambiental também difere entre os dois. O cultivo do tabaco consome muitos recursos naturais e as beatas de cigarro, frequentemente descartadas no chão, poluem bastante. Os cigarros eletrónicos não produzem esse tipo de lixo, mas apresentam outro problema relacionado com o descarte das baterias e componentes eletrónicos, que podem ser poluentes se não forem tratados corretamente. Em termos legais e sociais, tanto o tabaco como os cigarros eletrónicos são regulados, mas as regras variam consoante o país. Em Portugal, o tabaco está sujeito a restrições rigorosas em espaços públicos e a impostos elevados. Os cigarros eletrónicos também têm regulamentações, mas estas ainda estão a ser definidas e tendem a ser menos restritivas, especialmente na venda e publicidade. Em resumo, apesar de ambos permitirem consumir nicotina, o tabaco tradicional envolve a queima da planta e a inalação de fumo nocivo, enquanto o cigarro eletrónico gera vapor, reduzindo a exposição a substâncias perigosas. Nenhum dos dois está livre de riscos, sobretudo no que toca à dependência e à saúde. Sempre que possível, a melhor escolha é deixar de consumir nicotina por completo.
Fatores de risco de doença cardiovascular (OMS)

SEDENTARISMO
O sedentarismo é um dos principais fatores de risco modificáveis para as doenças cardiovasculares, sendo muitas vezes desvalorizado. A falta de atividade física compromete a circulação sanguínea, favorece o excesso de peso, contribui para o aumento da pressão arterial e dos níveis de colesterol, e reduz a capacidade do organismo de lidar com o stress — todos eles elementos que enfraquecem o sistema cardiovascular.
Quando esta inatividade é associada ao tabagismo, os efeitos negativos são significativamente amplificados. O cigarro introduz no organismo milhares de substâncias tóxicas que danificam as paredes das artérias, provocam inflamações crónicas e aceleram o processo de aterosclerose. Além disso, a nicotina provoca um aumento imediato da frequência cardíaca e da pressão arterial, colocando uma carga adicional sobre o coração.
Estudos indicam que pessoas sedentárias e fumadoras têm um risco cardiovascular muito mais elevado do que aquelas que adotam estilos de vida mais saudáveis. Esta combinação de comportamentos prejudiciais não só acelera o aparecimento de patologias cardíacas, como também dificulta o abandono do tabaco. O sedentarismo está associado a maior dificuldade em lidar com os sintomas de abstinência, enquanto a prática de exercício físico atua como uma estratégia complementar eficaz na cessação tabágica — ajudando a reduzir a ansiedade, a melhorar o humor e a diminuir os desejos por nicotina.
Pequenas alterações no dia a dia, como caminhar regularmente, preferir escadas, pedalar em distâncias curtas ou praticar natação, têm impacto direto não só na melhoria da saúde física, mas também no reforço da motivação para deixar de fumar. Ao escolher mover-se mais e fumar menos — ou idealmente, parar — cada pessoa dá passos reais em direção a um coração mais forte e a uma vida mais equilibrada.

DIABETES
A doença que consiste no excesso de glucose no sangue (açúcar). Existe dois tipos de Diabetes:
- Diabetes Tipo 1: Aparece geralmente na infância e na adolescência devido ao consumo excessivo de doces nessas idades. O tratamento é com insulina, durante a vida toda.
- Diabetes Tipo 2: Geralmente em adultos com excesso de peso e obesidade, aqui a maioria das pessoas têm hábitos alimentares e estilos de vida pouco saudáveis. O tratamento é uma dieta adequada, exercício e alguns tipos de comprimidos.
O diagnóstico da diabetes
A diabetes é detectada em testes da glicemia (níveis de glicose no sangue) e confirma-se quando:
Glicemia ≥ 126 mg/dl: em duas ou mais análises em jejum
Glicemia ≥ 200 mg/dl: numa análise em qualquer momento do dia, mas acompanhada de sintomas de hiperglicemia
Glicemia ≥ 110 mg/dl e ≤ 126 mg/dl: trata-se de uma glicemia em jejum alterada mas que ainda não se classifica de diabetes.
População de Risco
Pessoas com antecedentes familiares da doença
Pessoas com excesso de peso ou obesidade
Pessoas sedentárias
Mulheres que tiveram filhos com um peso à nascença igual ou superior a 4kg
Sintomas
Vontade frequente de urinar
Sede constante
Fome constante
Secura da boca
Comichão no corpo
Cansaço
Visão turva

OBESIDADE
Doença relacionada especialmente com o sedentarismo e a alimentação, a obesidade ocorre quando o número de calorias ingerido é superior ao gasto, podendo vir a afetar toda a saúde. As medidas para prevenir são simples, uma dieta adequada, exercício físico e manter um peso saudável (varia de idade para idade). O IMC ( Índice de Massa Corporal) é usado para classificar o grau de obesidade de uma pessoa, calcula-se dividindo o peso pela altura elevada ao quadrado, a obesidade surge quando uma pessoa tem um IMC igual ou superior a 30.
Classificação | IMC (kg/m2) |
|---|---|
Baixo Peso | < 18,5 |
Variação Normal | 18,5 - 24,9 |
Pré-obesidade | 25 - 29,9 |
Obesidade I | 30 - 34,9 |
Obesidade II | 35 - 39,9 |
Obesidade III (Mórbida) | ≥ 40 |
Existe também também a obesidade infantil, que surge pela negligência dos pais ao deixar os filhos/filhas exagerarem no consumo de doces e a falta de prática física. E ainda os dois tipos de obesidade: “Ginóide (aumento da gordura da cintura para baixo, mais comum nas mulheres) e Andróide, onde se localiza na zona da cintura e no tronco, mais comum nos homens”.

DISLIPIDEMIA
É um termo usado para todas as anomalias quantitativas ou qualitativas das gorduras no sangue, pode ser por um aumento dos triglicéridos, um aumento do colesterol, entre outros. A dislipidemia é um dos maiores fatores de risco de doença cardiovascular, uma vez que a gordura acumulada nas paredes das artérias pode levar a obstrução do fluxo sanguíneo que chega o coração e ao cérebro, o tratamento (além de não fumar, ou seja não aumenta o colesterol) é ter uma alimentação melhor do que a habitual, ingerir alimentos ricos em ómega 3 (sardinhas, salmão, óleo de soja), evitar fritos, e ter uma atividade física regular.
Os Valores recomendados do colesterol e dos triglicéridos são estes:
Parâmetro | Valores recomendados |
|---|---|
Colesterol Total | < 190 mg/dl |
Colesterol LDL | < 115 mg/dl |
Colesterol HDL | >40 mg/dl - Homem > 45 mg/dl - Mulher |
Triglicéridos | < 150 mg/dl |
Colesterol LDL = Colesterol Nocivo, que oxida e deposita-se nas paredes das artérias, originando o seu endurecimento e sua obstrução.
Colesterol HDL = Colesterol “Bom”, que é responsável pela remoção do colesterol nocivo do sangue e das paredes das artérias

HIPERTENSÃO
Tensão e HIpertensão Arterial
A tensão arterial e a pressão exercida pelo sangue nas paredes das artérias, sendo essencial para a circulação sanguínea, contudo, fatores genéticos e ambientais podem provocar um aumento dessa pressão, originando hipertensão arterial (HTA). Em Portugal, cerca de dois milhões de pessoas são hipertensas, mas apenas 50% têm conhecimento da condição, 25% estão medicadas e somente 11% têm a tensão controlada. Devido a esta baixa taxa de controle, a HTA é um dos principais fatores de risco para doenças cardiovasculares.
Como surge a hipertensão
A hipertensão ocorre quando o sangue exerce uma pressão excessiva nas artérias, que são comparáveis a mangueiras por onde o sangue deve fluir facilmente. Esse aumento da pressão obriga o coração a trabalhar com maior esforço para bombear o sangue, provocando o aumento da massa muscular do coração, conhecido como hipertrofia. Inicialmente, esta hipertrofia não causa problemas, mas, a longo prazo, pode resultar em complicações graves como insuficiência cardíaca, angina de peito e arritmias.
O que fazer para controlar a hipertensão
Para gerir a hipertensão arterial, recomenda-se: Medir a pressão arterial regularmente, pelo menos uma vez por ano em adultos saudáveis, e com maior frequência em pessoas com obesidade, diabetes, tabagismo ou antecedentes familiares de doenças cardiovasculares. Praticar atividade física regular, preferindo exercícios de movimento cíclico, como natação, marcha ou corrida, evitando esforços bruscos que possam elevar a pressão arterial. Adotar uma alimentação saudável, eliminando o sal de mesa e reduzindo alimentos ricos em sódio, evitando álcool e controlando o peso corporal com uma dieta equilibrada.
Tabagismo e a hipertensão arterial
O tabagismo é um dos principais fatores de risco modificáveis para o desenvolvimento da hipertensão arterial. A nicotina provoca vasoconstrição aguda, elevando temporariamente a pressão arterial. A longo prazo, o fumo do tabaco causa inflamação crónica, disfunção endotelial, aumento do stress oxidativo e estimulação do sistema nervoso simpático, o que contribui para o aumento sustentado da pressão arterial. Além disso, o tabagismo acelera a rigidez arterial e potencia o risco de eventos cardiovasculares graves, como enfarte do miocárdio e acidente vascular cerebral. Por isso, a cessação tabágica é fundamental para a prevenção e controlo eficaz da hipertensão. O que são a “máxima” e a “mínima” na pressão arterial A pressão arterial é expressa por dois valores: A máxima (pressão sistólica) corresponde à pressão nas artérias quando o coração está a bombear sangue. A mínima (pressão diastólica) indica a pressão nas artérias quando o coração está em repouso. A pressão arterial ideal deve ser inferior a 120/80 mmHg. Valores acima aumentam o risco de doenças cardiovasculares.
Classificação da pressão arterial:
|
Máxima |
Mínima |
Classificação |
|---|---|---|
|
> 120 mmHg |
até 80 mmHg |
Normal |
|
120 mmHg - 139 mmHg |
80 mmHg - 89 mmHg |
Pré-hipertensão |
|
140 mmHg - 159 mmHg |
90 mmHg - 99 mmHg |
Hipertensão Estádio 1 |
|
> 160 mmHg |
> 100 mmHg |
Hipertensão Estádio 2 |
Como medir a pressão arterial corretamente
- Escolha um local tranquilo e com temperatura amena.
- Repouso por 15 minutos antes da medição.
- Evite consumir café, álcool ou tabaco nos 30 minutos anteriores.
- Use roupas confortáveis, sem apertos no braço.
- Apoie o braço à altura do coração durante a medição.
- Prefira medir no braço, que é mais fiável que no pulso.
- Realize 2 a 3 medições e calcule a média dos valores.
- Registe o dia, a hora e os valores obtidos.

STRESS
O stress faz parte da vida e, quando aparece em pequenas doses, até pode ser útil — ajuda a lidar com desafios e a avançar com tarefas importantes. Mas quando é constante ou muito intenso, deixa de ser saudável e pode prejudicar o organismo, sobretudo o coração. O stress prolongado faz subir a pressão arterial, acelera os batimentos do coração e torna o corpo mais frágil a doenças.
Muitas pessoas usam o tabaco como uma forma de aliviar essa tensão, mas o efeito é apenas momentâneo. Apesar de parecer que relaxa, a nicotina aumenta a pressão arterial, causa inflamação nos vasos sanguíneos e sobrecarrega o coração. Na verdade, o tabagismo é uma das principais causas evitáveis de doenças cardiovasculares.
Em Portugal, estudos mostram que quem fuma tem mais tendência a acumular outros fatores de risco, como colesterol elevado, excesso de peso e tensão alta, o que agrava ainda mais os problemas cardíacos.
A boa notícia é que aprender a lidar com o stress ajuda — e muito — a reduzir a vontade de fumar e melhora o bem-estar geral. Atividades físicas, uma alimentação equilibrada, momentos de descanso e apoio emocional são boas formas de aliviar o stress sem recorrer ao cigarro.
Enquadramento da situação
Em 2019 dados recolhidos registraram o aumento considerável do uso de cigarros eletrónicos, cachimbo de àgua (shisha) e tabaco aquecido e entre jovens de 13 a 18 anos. dentre os registros foram considerados os cigarros eletrónicos que aumentaram o consumo de 2025 a 2019 de 7,2% para ambos os sexos. A implementação de estratégias e planos para a prevenção para os anos seguinte a 2020 foi feita de acordo com a faixas etárias exemplo o mais jovens com ação em campanhas massivas de comunicação a promoção a prevenção a saúde contra o tabaco com total apoio à cessação tabágica através dos recursos ao SNS 24 e a rede primária dos cuidados de saúde .
Estimativas da mortalidade atribuível ao tabaco por principais doenças e mortalidade proporcional por causa de morte (N.º e %) |Portugal 2019:

Como pode ver-se no carrossel de imagens acima, todos estes países têm lindas e saudáveis paisagens, mas não pode-se dizer o mesmo dos habitantes. Os três países indicados acima são os países com a maior percentagem de fumadores do mundo inteiro, portanto, se quer-se viver em lugares como estes em paz e em conforto, fumar não ajuda, já que pode ficar no hospital durante imenso tempo por causa dos problemas causados pelo uso do tabaco.
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O impacto do tabagismo na saúde

Fumar é uma das principais causas evitáveis de doenças e morte precoce em todo o mundo. O tabaco contém milhares de substâncias químicas, muitas delas tóxicas e cancerígenas, que ao serem inaladas atingem rapidamente os pulmões e depois o resto do organismo através da corrente sanguínea. Entre essas substâncias, destaca-se a nicotina, que causa dependência, e o monóxido de carbono, que prejudica a capacidade do sangue de transportar oxigénio.
No que respeita ao sistema cardiovascular, fumar causa um aumento significativo do risco de aterosclerose, que é a acumulação de placas nas paredes das artérias. Estas placas estreitam os vasos sanguíneos, dificultando a circulação e aumentando a pressão arterial. Este processo eleva muito o risco de enfarte do miocárdio, angina e acidente vascular cerebral. Estudos mostram que os fumadores têm entre duas a quatro vezes mais probabilidade de sofrer estes eventos do que os não fumadores. O tabagismo também pode provocar arritmias cardíacas e piorar o prognóstico de doenças já existentes.
Quanto ao sistema respiratório, as partículas e gases inalados pelo tabaco danificam o revestimento dos pulmões, levando a inflamação crónica e diminuição da função pulmonar. Doenças como a bronquite crónica e o enfisema, que fazem parte da doença pulmonar obstrutiva crónica, estão diretamente relacionadas com o fumar. Além disso, o risco de desenvolvimento de cancro do pulmão é multiplicado pelo tabagismo, sendo esta a principal causa deste tipo de cancro.
Para além do pulmão, o tabaco está associado a um aumento do risco de cancros em várias outras localizações, incluindo boca, laringe, faringe, esófago, pâncreas, bexiga e rim. Estas doenças resultam da exposição prolongada às substâncias cancerígenas presentes no fumo do tabaco que provocam mutações no DNA das células.
O tabagismo também prejudica o sistema imunitário, tornando o organismo menos eficiente na luta contra infeções e dificultando a cicatrização de feridas. Há ainda evidência de que fumar acelera o envelhecimento da pele devido a alterações na produção de colagénio e à redução do aporte sanguíneo, o que leva a rugas e perda de elasticidade.
Durante a gravidez, fumar é especialmente prejudicial. A nicotina e outras substâncias tóxicas atravessam a placenta e afetam o desenvolvimento do feto, aumentando o risco de aborto espontâneo, parto prematuro e baixo peso ao nascer. Nos homens, fumar pode afetar a fertilidade e a função sexual.
A exposição passiva ao fumo do tabaco também é causa de danos significativos na saúde, principalmente em crianças e idosos, aumentando o risco de doenças respiratórias e cardiovasculares mesmo em pessoas que nunca fumaram.
Em resumo, o tabagismo é um fator de risco para muitas doenças graves que afetam praticamente todos os sistemas do corpo humano. A sua eliminação é fundamental para a prevenção destas doenças e para a melhoria geral da saúde pública.
First Name | Impacto do tabagismo |
|---|---|
Qualidade do sono | A nicotina e outras substâncias do tabaco atuam como estimulantes do sistema nervoso, dificultando o adormecer e o sono contínuo. Quem fuma tende a sofrer de insónias, sono fragmentado e menos sono profundo, o que provoca cansaço e sonolência durante o dia. |
Densidade mineral óssea | O tabagismo afeta o equilíbrio hormonal e reduz a absorção de cálcio, essenciais para a saúde dos ossos. Isto torna os ossos mais frágeis e aumenta o risco de osteoporose e fraturas, especialmente nas mulheres após a menopausa. |
Consumo máximo de oxigénio | Fumar prejudica a função pulmonar e a circulação sanguínea, reduzindo a capacidade do corpo para transportar oxigénio até aos músculos durante o esforço físico. Isto diminui o consumo máximo de VO2 máximo, levando a um pior desempenho em atividades que exigem esforço cardiovascular. |
Tosse | O tabaco irrita as vias respiratórias, causando inflamação e aumento da produção de muco, o que resulta numa tosse persistente e dificuldade em limpar os pulmões. |

A Conclusão e links de ajuda contra o tabagismo
Fumar é algo que deve ser evitado a todos os custos, já que ele pode, e provavelmente irá causar problemas de saúde a si e a todos ao seu redor, desde amigos e familiares, até gente na rua que até pode não conhecer, mas poderá causar problemas de saúde a eles por causa do seu vício, se fumar, deve tentar parar o mais rápido possível, mesmo que só seja para relaxar, existem muitas outras coisas que também ajudam a relaxar, mas que não causam problemas de saúde graves. A ajuda de profissionais é recomendada para acabar com este vício, já que eles são especializados neste tópico, e por isso sabem muitas coisas que podem ajudar com a cessação tabágica.
Muita gente pode estar perdida em onde ir para parar de fumar, então estarão aqui três links que podem ajudar a acabar com o consumo de tabaco:
www.sns24.gov.pt/guia/deixar-de-fumar/
https://www.hospitaldaluz.pt/pt/saude-e-bem-estar/como-deixar-fumar
https://www.ligacontracancro.pt/consultas-cessacao-tabagica/
Bibliografia e documento
Estará aqui um documento a falar sobre 15 passos para deixar de fumar, pela SNS, DGS e o Programa Nacional para a Prevenção e Controlo do Tabagismo.
Bibliografia:
Relação entre o tabagismo e o exercício físico:
https://www.sns24.gov.pt/tema/dependencias/tabagismo
https://www.cuf.pt/saude-a-z/tabagismo
https://www.fpcardiologia.pt/saude-do-coracao/factores-de-risco/tabagismo
Existem diferenças entre tabaco e vape?:
https://www.fundacaoportuguesadopulmao.org/publicacoes/conteudos/tabagismo-em-portugal/
Fatores de risco de doença cardiovascular:
https://www.paho.org/pt/topicos/doencas-cardiovasculares
Enquadramento da situação:
https://vizhub.healthdata.org/gbd-compare/
https://repositorio-aberto.up.pt/bitstream/10216/162863/2/695905.pdf
O impacto do tabagismo:
O Grupo









